Operação Camaleão do Rio mira suspeita de estelionato contra idosos em Gongogi
Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão contra homem de 46 anos investigado por empréstimos fraudulentos
Uma investigação iniciada após sucessivas denúncias de idosos levou a Polícia Civil a cumprir, nesta quarta-feira (7), um mandado de busca e apreensão em Gongogi, no sul da Bahia. A ação faz parte da Operação Camaleão do Rio, conduzida pela Delegacia Territorial do município.
O alvo é um homem de 46 anos, identificado pelas iniciais R.C.M., investigado por supostamente utilizar dados pessoais e bancários de aposentados para realizar empréstimos e transferir parte dos valores para a própria conta. Segundo a Polícia Civil, pelo menos sete ocorrências já foram registradas envolvendo o mesmo suspeito.
De acordo com a investigação, o homem se aproximava principalmente de pessoas idosas e com pouca familiaridade com procedimentos bancários. A suspeita é de que ele oferecia ajuda ou oportunidades para realização de empréstimos e, a partir desse contato, obtinha acesso a dados pessoais e bancários das vítimas.
Ainda segundo a Polícia Civil, depois de ter essas informações em mãos, o investigado realizava outros empréstimos e, em diferentes ocasiões, teria direcionado valores para uma conta pessoal. A Polícia Civil informou que fez um levantamento detalhado dos extratos relacionados às vítimas.
Após essa análise, a autoridade policial representou pela expedição de um mandado de busca e apreensão. A ordem judicial foi cumprida nesta quarta-feira na residência do investigado. Durante as buscas, os policiais encontraram diversos documentos pessoais pertencentes a terceiros, além de aparelhos eletrônicos.
O material foi apreendido e deverá passar por perícia. Segundo a Polícia Civil, a análise dos equipamentos poderá ajudar a esclarecer como os empréstimos eram realizados, quais contas foram utilizadas e quantas pessoas podem ter sido atingidas. Até este momento da investigação, a Delegacia Territorial de Gongogi estima que o suspeito tenha movimentado pelo menos R$ 120 mil envolvendo as vítimas já identificadas.
O valor ainda pode mudar com o avanço da investigação e a eventual identificação de novos casos. A polícia também não informou, até agora, quantas das sete ocorrências já tiveram o prejuízo individual completamente contabilizado. (Interiorano)