Gabriel coloca nome para 2028 e diz que próximo prefeito de Ubatã pode sair da Câmara
Presidente da Câmara vê vereadores fortalecidos após votação de seus candidatos, e afirma que ele ou outro integrante do G6 pode disputar a Prefeitura.
Foto: Garcia Jr / Interiorano
A eleição municipal de Ubatã só acontece em 2028, mas a sucessão do prefeito Tinho do Vale (PT) já começou a entrar no discurso das principais lideranças políticas da cidade. Nesta quarta-feira (7), foi a vez do presidente da Câmara, Gabriel Nascif (PT), ir além das articulações de bastidores e falar abertamente sobre o futuro.
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Em entrevista ao repórter Garcia Jr., Gabriel afirmou acreditar que o próximo prefeito de Ubatã sairá entre os atuais vereadores.
“Eu não tenho dúvidas de que o próximo prefeito de Ubatã, em 2028, sairá da Câmara de Vereadores.”
A declaração coloca o Legislativo municipal no centro das primeiras movimentações para a sucessão.
“A população quer o novo”
Gabriel relacionou sua avaliação ao resultado das eleições gerais de 2026. Para o presidente da Câmara, os vereadores conseguiram mostrar força ao entregar votações expressivas aos candidatos que apoiaram.
“Para bom entendedor, meia palavra basta. Os vereadores deram uma votação expressiva aos seus candidatos. A população quer o novo”, afirmou.
Na avaliação do parlamentar, o resultado eleitoral deu protagonismo a nomes que atualmente ocupam cadeiras no Legislativo. Questionado diretamente sobre a possibilidade de ser esse “nome novo” na disputa pela Prefeitura, Gabriel não descartou a candidatura. Ao contrário. O presidente afirmou que seu nome está à disposição para 2028, embora tenha ressaltado que outros integrantes do grupo conhecido como G6 também podem ocupar esse espaço.
“Meu nome está à disposição, assim como qualquer outro nome do G6. Quem conhece os problemas são os vereadores”
Gabriel também construiu um argumento em defesa de candidaturas que saiam da própria Câmara. Segundo ele, são os vereadores que convivem diariamente com as cobranças da população e acompanham de perto os problemas dos bairros.
Na avaliação do presidente, essa proximidade diferencia os parlamentares de nomes que aparecem no município apenas durante períodos eleitorais. Gabriel afirmou que o eleitor precisa observar quem permanece presente na cidade “e não aparece apenas de quatro em quatro anos ou de dois em dois anos para fazer promessas”. Ele também classificou a atual legislatura como uma das mais atuantes da história recente do município.
E o que dizem as urnas de 2026?
É justamente neste ponto que a declaração de Gabriel ganha um contexto interessante. Na disputa para deputado federal, o prefeito Tinho do Vale conseguiu colocar seu candidato, Jorge Solla, em primeiro lugar em Ubatã, com 1.470 votos. A ex-prefeita Siméia Queiroz, derrotada por Tinho na última eleição municipal, apoiou Cacá Leão, que recebeu apenas 854 votos e terminou em terceiro lugar na cidade.
Entre os candidatos apoiados por diferentes vereadores, também apareceram votações importantes. Leur, 1023 votos recebeu apoio de Vado e Junior de Reinan. Joseildo, apoiado por Gabriel Nascif, Juliano da Nutricau e Márcio do Leite, recebeu 791 votos. Afonso Florence, que contou com Diêgo da Igreja e Manoel Bonfim, chegou a 507. Paulo Magalhães, apoiado por Betinho Miranda, teve 474. Dtinho, apoiado por Ítalo Brito, somou 211 votos.
No levantamento político apresentado à reportagem, candidaturas a deputado federal ligadas a um conjunto de vereadores alcançaram, somadas, cerca de 3 mil votos. Esse número ajuda a explicar o raciocínio de Gabriel, faltam dois anos para a próxima eleição municipal, tempo suficiente para alianças serem feitas, desfeitas e reconstruídas.
Tinho ainda tem mais de dois anos de mandato. Siméia isolada é uma liderença fraquilizada, porém com quatro vereadores continua sendo uma liderança relevante da oposição. Outros nomes podem surgir. E o próprio G6 precisará decidir se continuará unido quando a discussão deixar de ser sobre a presidência da Câmara e passar a envolver a cadeira mais importante do Executivo.
Mas a fala de Gabriel muda um pouco o tabuleiro eleitoral. Até aqui, discutia-se quem os vereadores apoiariam. Agora, o presidente da Câmara apresenta outra possibilidade: e se, em vez de apenas apoiar alguém, um deles decidir disputar a Prefeitura? (Interiorano)