A secretária municipal de Educação de Ubatã, Joana Angélica, confirmou nesta quarta-feira (18), em entrevista ao repórter Garcia Jr., que o município lançará, no mês de março, o projeto “Laços de Respeito: Educação, Consciência e Enfrentamento da Violência contra a Mulher”.
A iniciativa será desenvolvida em toda a Rede Municipal de Ensino e integra a área temática de Educação em Direitos Humanos, Equidade de Gênero e Cultura de Paz. O projeto tem como base pedagógica a coleção Basta de Violência Contra a Mulher, da Editora Ética, e será coordenado pela Secretaria Municipal de Educação, com caráter intersetorial e possibilidade de financiamento dentro do Plano Plurianual (2026–2029).
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Segundo a secretária, a violência contra a mulher constitui uma grave violação de direitos humanos e um problema estrutural que impacta diretamente o desenvolvimento social, emocional e educacional de crianças, adolescentes e adultos.
“A escola é um espaço formativo estratégico. Precisamos atuar na prevenção, na conscientização e na promoção de relações baseadas no respeito, na igualdade e na não violência”, afirmou.
A proposta parte do entendimento de que a educação é instrumento essencial de transformação cultural e deve atuar de forma articulada com as políticas públicas de saúde e assistência social, fortalecendo a rede de proteção no território.
Conforme apuração do Interiorano, o objetivo central do projeto é promover ações educativas sistemáticas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher, fortalecendo valores como respeito, equidade, cidadania e cultura de paz dentro do ambiente escolar.
O anúncio ocorre em um momento sensível para o município. Dados divulgados pelo Interiorano mostram que Ubatã registrou, em 2025, uma média de um caso de violência contra a mulher a cada dois dias.
Além disso, levantamento exclusivo revelou que Gongogi e Ubatã lideraram o ranking proporcional de violência contra a mulher na região, considerando o número de vítimas por mil habitantes.
O cenário reforça a importância de políticas preventivas e educativas que atuem na base social, especialmente junto às novas gerações.
Com o lançamento previsto para março, a expectativa é que o projeto marque uma nova etapa na atuação do município no enfrentamento à violência de gênero, conectando educação, conscientização e políticas públicas de proteção. (Interiorano)