Um levantamento exclusivo do Interiorano, baseado em dados da SSP-BA, revela que Ubatã registrou 174 casos de violência contra a mulher em 2025. A média de uma vítima a cada 48 horas coloca em xeque a rede de proteção local e reforça a importância de denúncias e políticas públicas. (Interiorano)
A recente prisão de um homem no bairro São Raimundo, em Ubatã é a face visível de uma realidade silenciosa e estatisticamente alarmante. O Interiorano realizou nesta segunda-feira, 16, um mergulho nos dados oficiais da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) e o resultado é um raio-x preocupante: em 2025, Ubatã registrou 174 ocorrências de crimes contra mulheres.
Proporcionalmente à sua população de pouco mais de 15 mil habitantes, o dado revela que, em média, uma mulher foi vitimada a cada dois dias no município. O 'cardápio' da violência é vasto e cruel: foram 73 ameaças, 13 difamações, 24 injúria, 50 lesões corporais, além de 12 casos de estupro e 2 importunação sexual.
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Especialistas ouvidos pela nossa reportagem defendem que a resposta não pode ser apenas policial. É preciso que Ubatã fortaleça sua rede de acolhimento e educação. Enquanto a Bahia contabiliza mais de 118 mil casos, o foco local deve ser a prevenção primária.
O fenômeno em Ubatã não é isolado. A violência de gênero é uma crise global que, segundo a ONU Mulheres, afeta uma em cada três mulheres no mundo. No entanto, em cidades de pequeno porte, o "silenciamento" tende a ser maior devido à proximidade social. O fato de Ubatã registrar esses números pode indicar dois caminhos: um aumento real da violência ou, de forma positiva, um fortalecimento da coragem para denunciar.
A Polícia Civil segue investigando o caso mais recente, mas os números de 2025 deixam claro: a luta contra a violência as mulheres precisa ser uma prioridade diária na pauta pública de Ubatã. (Interiorano)