A assessoria de comunicação da Atlantic Nickel, responsável pela Barragem Santa Rita, em Itagibá, procurou a Rádio Povo e o site Interiorano na tarde desta terça-feira, 3, para esclarecer informações após a repercussão gerada por relatos de moradores e pela iniciativa do ex-prefeito de Ubatã, Adailton Ramos Magalhães (Dai da Caixa), que protocolou pedido de criação de comissão parlamentar de acompanhamento e fiscalização.
Segundo a empresa, os municípios de Ubatã e Barra do Rocha passaram a integrar o mapeamento deste ano como consequência natural das obras de alteamento da barragem. Com a ampliação da capacidade da estrutura, a legislação exige a atualização dos estudos de modelagem hipotética, o que amplia o raio de monitoramento e o banco de dados compartilhado com as Defesas Civis.
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Na prática, conforme explicou a mineradora, trata-se de uma extensão dos protocolos de segurança que já são realizados rotineiramente, agora alcançando perímetros mais distantes. O trabalho de campo está sendo executado por pesquisadores da consultoria Ferreira Rocha, devidamente identificados, que coletam dados básicos dos moradores exclusivamente para fins de controle interno e proteção civil.
A Atlantic Nickel informou ainda que a transparência com as autoridades de Ubatã e Barra do Rocha é prioridade, com o objetivo de garantir que a população tenha acesso a informações técnicas reais e evitar pânico. A empresa reforçou que a atualização do cadastro socioeconômico em andamento na região é uma medida estritamente preventiva.
O levantamento teve início em 13 de janeiro e tem previsão de encerramento em 11 de fevereiro, integrando o cumprimento da Política Nacional de Segurança de Barragens. Segundo a mineradora, a ação não possui relação com riscos iminentes na estrutura da unidade Santa Rita.
Ainda de acordo com o esclarecimento, a Barragem Santa Rita opera dentro de elevados padrões de estabilidade e utiliza o método construtivo a jusante — modelo em que cada alteamento torna a estrutura mais robusta e segura, distinguindo-se tecnicamente de métodos que registraram falhas em outras regiões do país.
Além disso, a unidade conta com monitoramento especializado 24 horas por dia, sete dias por semana. A manifestação da empresa ocorre após moradores procurarem a imprensa local ao identificarem equipes em Ubatã e após Dai da Caixa solicitar oficialmente à Câmara e ao Judiciário a criação de uma comissão de fiscalização, além da realização de audiência pública para acesso aos laudos de estabilidade e ao Plano de Ação de Emergência para Barragens de Mineração (PAEBM). (Interiorano)