Garis trabalham em Gongogi sem EPIs adequados; flagrante expõe risco

Vereadora Thaise Andrade (Avante) cobrou EPI em abril e voltou a registrar coleta sem fardamento

Por Garcia Junior - Interiorano
30/08/2025 09h30 - Atualizado há 8 horas
Garis trabalham em Gongogi sem EPIs adequados; flagrante expõe risco
Foto: Garcia Jr / Interiorano

Garis ligados à coleta municipal de lixo em Gongogi foram vistos em serviço sem Equipamento de Proteção Individual. As imagens, registradas foram encaminhadas neste sábado, 30, ao repórter Garcia Jr., mostram ausência de fardamento e um trabalhador recolhendo resíduos com luva de pano rasgada. A cena ocorreu em vias urbanas e expôs risco biológico e de corte.

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Pelas regras do Ministério do Trabalho — em especial a NR-6 (equipamentos de proteção) — o empregador deve fornecer EPIs adequados, orientar a equipe e fiscalizar o uso (obrigação legal do ente público quando atua como empregador). Em caso de acidente ou doença ocupacional pela falta de EPI, o trabalhador pode buscar reparação por danos materiais, morais e estéticos, além de pensão quando houver incapacidade.

A responsabilidade pode alcançar esferas trabalhista, cível e, em situações graves, criminal. A cobrança por proteção não é nova em Gongogi. Em 10 de abril, a vereadora Thaise Andrade (Avante) protocolou requerimento pedindo fardamento completo com faixa refletiva, botas, luvas, óculos, protetores auriculares, capa de chuva e boné com proteção de nuca.

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A parlamentar voltou a registrar a coleta sem o kit de segurança, reforçando a demanda em plenário na última sessão. Na coleta urbana, o conjunto mínimo de proteção inclui calçado fechado e antiderrapante, luvas apropriadas ao tipo de resíduo, uniforme com faixas refletivas para visibilidade, óculos, máscara e capa de chuva em dias úmidos. A ausência desses itens aumenta a chance de cortes com vidro, contato com material biológico e atropelamentos em rotas de tráfego intenso.

Por ora, entidades de saúde do trabalhador recomendam auditoria interna imediata, distribuição dos EPIs, treinamento e registro formal de entrega, além de rotinas de fiscalização em campo para garantir o uso correto. (Inteirorano)


FONTE: @reportergarciajunior
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