Oscar 2025 consagra 'Ainda estou aqui' e 'Anora' como marcos históricos do cinema

Diretor Walter Salles dedica vitória do primeiro filme brasileiro a uma memória de resistência, enquanto 'Anora' se destaca com cinco estatuetas

Por Garcia Junior - Interiorano
03/03/2025 08h12 - Atualizado há 1 mês
Oscar 2025 consagra Ainda estou aqui e Anora como marcos históricos do cinema
Foto: Frederic J. Brown / AFP
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Com a vitória de Ainda estou aqui na categoria de Melhor Filme Internacional, o Oscar registra o primeiro triunfo brasileiro. Em paralelo, Anora e seu diretor Sean Baker consolidam uma trajetória inigualável, alcançando cinco estatuetas e redefinindo os limites da premiação. (Interiorano)

A cerimônia do Oscar deste domingo (2) ficará marcada como um divisor de águas na história do cinema nacional e internacional. A produção Ainda estou aqui, original da Globoplay, inscreveu seu nome na história ao se tornar o primeiro filme brasileiro a conquistar a estatueta de Melhor Filme Internacional.

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Durante seu discurso, o diretor Walter Salles ressaltou a importância da vitória para o cinema brasileiro, dedicando-a à memória de uma mulher que, mesmo após perdas significativas sob um regime autoritário, escolheu a resistência e a dignidade.

Paralelamente, o filme Anora despontou como o grande vencedor da noite, arrebatando cinco prêmios – entre eles, Melhor Filme e Melhor Atriz para Mikey Madison. Sean Baker, diretor da produção, fez história ao se tornar o primeiro cineasta a conquistar quatro Oscars pela mesma obra, vencendo também nas categorias de Diretor, Montador e Roteirista de Roteiro Original.

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Essa conquista destaca não apenas a excelência técnica e narrativa da obra, mas também o vigor do cinema contemporâneo em superar expectativas, mesmo após oscilações durante a temporada – desde a consagração com a Palma de Ouro em Cannes até desafios no Globo de Ouro.

Outras produções também receberam reconhecimentos relevantes. O brutalista foi agraciado com três estatuetas, incluindo a de Melhor Ator para Adrien Brody, enquanto Emilia Pérez, Wicked e Duna: Parte 2 somaram duas honrarias cada, evidenciando a diversidade de estilos e narrativas celebradas pela Academia.

A noite de gala teve ainda momentos marcantes que enriqueceram a celebração do cinema. A abertura, que homenageou a sétima arte, contou com uma apresentação de Ariana Grande e Cynthia Erivo, que encantaram o público ao mesclar clássicos do musical com referências históricas, como as de O Mágico de Oz (1939). Em seu primeiro papel como apresentador, Conan O’Brien conduziu um monólogo que, com sagacidade, ironizou os indicados da categoria de Melhor Filme – não poupando críticas ácidas, inclusive, à produção brasileira.

Em uma das surpresas da cerimônia, o filme Flow conquistou o Oscar de Melhor Animação, assegurando à Letônia seu primeiro reconhecimento na história da premiação, superando o favorito O robô selvagem. No segmento dos documentários, No other land triunfou sobre Porcelain war, reafirmando a diversidade de temáticas e abordagens presentes no universo cinematográfico.

Por fim, o segmento In Memoriam homenageou personalidades de peso que deixaram sua marca no cinema, como Gene Hackman, James Earl Jones, Shelley Duval e David Lynch. Entretanto, a ausência do diretor brasileiro Cacá Diegues despertou debates e críticas, sugerindo a necessidade de uma reflexão mais ampla sobre o reconhecimento das contribuições nacionais.

Por ora, esta noite histórica evidencia uma nova era para o cinema: marcada por superações, inovações e a consolidação de trajetórias que, juntas, ampliam os horizontes do reconhecimento internacional. (Interiorano)


FONTE: @reportergarciajunior
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