Solla vence para federal, Hassan para estadual e disputa apertada para governador em Ubatã

Candidato de Tinho liderou para federal, aliança de Siméia com quatro vereadores colocou Hassan em primeiro para estadual

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O resultado das eleições deste domingo (4) desenhou um mapa eleitoral dividido no município e mostrou como alianças diferentes produziram resultados diferentes dependendo do cargo disputado. Para deputado federal, quem terminou na frente foi Jorge Solla, candidato apoiado pelo prefeito Tinho do Vale (PT) e pelo grupo governista.

Solla recebeu 1.470 votos. Na eleição para deputado estadual, entretanto, o primeiro lugar ficou com Hassan de Zé Cocá, que alcançou 1.834 votos com uma aliança que reuniu a ex-prefeita Siméia Queiroz e quatro vereadores. Já na disputa pelo Governo da Bahia, Ubatã teve uma eleição muito mais apertada: ACM Neto recebeu 4.361 votos e Jerônimo Rodrigues 4.148. A diferença foi de apenas 213 votos.

A vitória de Jorge Solla na disputa para deputado federal deu ao grupo de Tinho um dos principais resultados da eleição local. Com 1.470 votos, ele terminou 447 votos à frente de Leur Lomanto Júnior, que recebeu 1.023 votos e contou com o apoio do vereador Vado. Na prática, Solla teve cerca de 43,7% mais votos que o segundo colocado.

Em terceiro apareceu Cacá Leão, com 854 votos, apoiado pela ex-prefeita Siméia Queiroz e por seu pai, Expedito. O desempenho de Cacá chama atenção por outro motivo: nesta eleição, Siméia não teve ao seu lado, na disputa federal, os vereadores Betinho Miranda, Diêgo da Igreja, Manoel Bonfim e Márcio do Leite. Os quatro fizeram escolhas diferentes para deputado federal.

Essa divisão ajuda a transformar a votação para deputado federal em uma espécie de termômetro individual das diferentes lideranças locais. Joseildo recebeu 791 votos e teve apoio de Gabriel Nascif, Juliano da Nutricau e Márcio do Leite. Afonso Florence, apoiado pelos vereadores Diêgo da Igreja e Manoel Bonfim, alcançou 507 votos. Paulo Magalhães, candidato de Betinho Miranda, teve 474.

Sandro Filho apareceu com 444 votos, sem que o Interiorano tenha identificado até o momento uma liderança local publicamente responsável por sua campanha na cidade. Capitão Alden, apoiado por César Salles, recebeu 247 votos. Já Dtinho, que contou com o apoio do vereador Ítalo Brito, teve 211.

Se a votação federal mostrou apoios pulverizados, a eleição para deputado estadual apresentou uma lógica diferente. Hassan de Zé Cocá terminou em primeiro com 1.834 votos. Nesse caso, Siméia conseguiu reunir em torno do mesmo candidato os vereadores Betinho Miranda, Diêgo da Igreja, Manoel Bonfim e Márcio do Leite. É aí que aparece uma das leituras políticas mais interessantes da eleição.

Cacá Leão, candidato federal apoiado diretamente por Siméia e Expedito, teve 854 votos. Hassan, que juntou Siméia aos quatro vereadores, chegou a 1.834. São 980 votos de diferença entre as duas votações. O resultado mostra que a soma de lideranças produziu uma votação muito maior quando elas estiveram reunidas em torno de um único nome, nesse caso o de Simeia.

O deputado estadual Patrick Lopes, apoiado por Tinho do Vale e pelo grupo governista, terminou em segundo lugar em Ubatã, com 1.399 votos. A diferença para Hassan foi de 435 votos. Assim, o grupo governista conseguiu colocar seu candidato federal em primeiro lugar, mas ficou com a segunda posição na disputa para estadual.

Andrea Castro, apoiada por Vado e Júnior de Renan, apareceu em terceiro, com 809 votos. Osni, que teve o apoio de Gabriel Nascif, alcançou 540 votos. Sandro Régis, apoiado por Ítalo Brito, teve 336. Já Euclides Fernandes, candidato apoiado por Juliano da Nutricau, recebeu 333 votos.

A disputa para governador terminou praticamente voto a voto em Ubatã. ACM Neto recebeu 4.361 votos. Jerônimo Rodrigues teve 4.148. A diferença foi de somente 213 votos. O resultado chama atenção especialmente pelo comportamento da reta final.

Segundo informações de bastidores repassadas ao Interiorano, projeções internas utilizadas por grupos políticos — sem metodologia apresentada publicamente à reportagem — trabalhavam, cerca de uma semana antes da eleição, com uma possível vantagem superior a 1.800 votos para ACM Neto no município.

As urnas mostraram uma diferença muito menor. Isso indica que a reta final teve forte movimentação política e que o grupo de Tinho, aliado de Jerônimo, conseguiu reduzir significativamente a distância projetada internamente. Se para governador houve equilíbrio, na disputa presidencial o cenário foi diferente.

Lula recebeu 5.152 votos em Ubatã, contra 3.051 de Flávio. A vantagem foi de 2.101 votos. Os dados repassados à reportagem apontam que 9.222 eleitores compareceram às urnas em Ubatã, o equivalente a 76,98% do eleitorado. Outros 2.758 eleitores não votaram, uma abstenção de 23,02%.

Na votação presidencial informada à reportagem, foram registrados ainda 121 votos em branco e 389 nulos, além dos votos distribuídos entre os demais candidatos. O resultado deixa algumas conclusões, mas também várias perguntas para a política de Ubatã.

Tinho conseguiu colocar Jorge Solla no primeiro lugar para federal. Siméia só conseguiu bom desempenho acompanhada de quatro vereadores, colocou Hassan no primeiro lugar para estadual. Vado conseguiu levar Leur Lomanto ao segundo lugar para federal e Andrea Castro ao terceiro para estadual.

Gabriel, Juliano, Márcio, Diêgo, Bonfim, Betinho e Ítalo também tiveram seus candidatos testados individualmente em diferentes disputas. Isso não significa que uma eleição geral possa ser transformada automaticamente em projeção para uma eleição municipal.

Mas os números oferecem algo valioso para quem acompanha política: uma fotografia da capacidade de mobilização de cada liderança quando os apoios se juntam — e quando eles se separam. No estadual, houve soma. No federal, houve divisão. E as urnas mostraram as duas coisas. (Interiorano)


FONTE: interiorano.com.br
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