Preso em Ubatã foi condenado por roubo milionário e indiciado por latrocínio

efferson Braga de Souza, de 32 anos, foi localizado no Centro com mandado de prisão em aberto

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Preso em Ubatã foi condenado por roubo milionário e indiciado por latrocínio
Foto: Garcia Jr / Interiorano

O homem preso pela Polícia Militar na manhã desta quinta-feira (17), na região da Praça do Churrascão, em Ubatã, possui um histórico de envolvimento em crimes graves investigados em Mato Grosso do Sul. Jefferson Braga de Souza, de 32 anos, foi localizado durante uma ação conjunta do 4º Pelotão da Polícia Militar de Ubatã com a FICCO/Ilhéus, após troca de informações.

Segundo a PM, Jefferson estava nas proximidades da agência da Viação Gontijo quando foi abordado. Nenhum material ilícito foi encontrado durante a busca pessoal. Na consulta aos sistemas policiais, entretanto, foi identificado um mandado de prisão em aberto expedido pela Justiça de Mato Grosso do Sul, relacionado ao crime de roubo.

Ele não ofereceu resistência e foi encaminhado para a Delegacia Territorial de Ubatã. Uma reportagem local também informou que o mandado decorreria de condenação definitiva pelo artigo 157 do Código Penal.  Segundo informações levantadas pelo Interiorano, Jefferson participou de uma ação criminosa na qual um grupo teria planejado a subtração de mais de R$ 1 milhão.

Na dinâmica apurada pela reportagem, três veículos que transportavam dinheiro teriam sido interceptados. Jefferson teria conseguido fugir em um dos automóveis levando pouco mais de R$ 400 mil, enquanto outros integrantes acabaram detidos. O processo que ganhou maior repercussão envolvia dinheiro que, segundo as investigações da época, seria destinado a José Ricardo Guitti Guímaro, conhecido como “Polaco”.

A investigação apareceu no contexto da Operação Vostok, que apurava suspeitas de corrupção e pagamento de vantagens indevidas envolvendo benefícios fiscais concedidos a frigoríficos em Mato Grosso do Sul. Em 2025, Jefferson esteve entre sete réus condenados pela 4ª Vara Criminal de Campo Grande pelo crime de roubo majorado. A sentença aplicou a ele 6 anos e 9 meses de prisão, em regime fechado, além de multa, de acordo com reportagens baseadas na decisão judicial. 

O episódio também ganhou repercussão nacional porque as investigações alcançaram Rodrigo Souza e Silva, filho do então governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja. Rodrigo chegou a se tornar réu após ser acusado pelo Ministério Público de participação na articulação do roubo. O caso foi noticiado nacionalmente e chegou a ser abordado pelo Fantástico.

Um ponto importante, porém, é que Rodrigo foi posteriormente absolvido dessa acusação por falta de provas. A decisão foi proferida em 2022, e o Ministério Público não recorreu da absolvição, segundo reportagens sobre o processo. Portanto, embora seu nome tenha aparecido durante a investigação e ele tenha respondido judicialmente, não houve condenação de Rodrigo pelo roubo.

O histórico de Jefferson é anterior ao episódio de 2017. Em fevereiro daquele ano, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul informou oficialmente que Jefferson e outro homem haviam sido indiciados por roubo seguido de morte, o latrocínio, ocorrido em novembro de 2016, em Campo Grande. A vítima era um idoso de 68 anos.

Segundo a Polícia Civil, o crime aconteceu quando dois homens em uma motocicleta abordaram um adolescente que conversava com o avô e anunciaram um assalto. Durante a ocorrência, o idoso foi atingido por um disparo de arma de fogo e morreu posteriormente. Na época, a Polícia Civil informou que Jefferson e o outro investigado estavam presos e haviam confessado participação naquele crime.

A partir de agora, ele ficará à disposição da Justiça para os procedimentos relacionados ao mandado. (Interiorano)


FONTE: interiorano.com.br
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