O mês de setembro pode começar com mais uma pressão sobre o orçamento das famílias baianas. O preço do botijão de gás de cozinha de 13 kg poderá aumentar em até R$ 10 a partir desta terça-feira, 1º de setembro, segundo previsão divulgada pelo Sindicato dos Revendedores de Gás da Bahia (Sindrevgás).
Em Ubatã, no sul da Bahia, o impacto poderá levar o preço do produto à faixa de R$ 135, dependendo da revendedora e da forma de pagamento. Nesta segunda-feira (31), véspera do reajuste, o repórter Garcia Jr. realizou um levantamento em algumas das principais revendedoras do município para saber quanto o consumidor já está pagando pelo gás.
A pesquisa encontrou diferenças consideráveis entre os pontos de venda. No pagamento à vista, foram encontrados preços de: R$ 110; R$ 115; R$ 120; e R$ 122. Quando a compra é realizada a prazo ou no cartão de crédito, o preço pode chegar atualmente a aproximadamente R$ 125.
Caso o aumento máximo de R$ 10 seja integralmente repassado por alguma revendedora, um botijão atualmente vendido por R$ 125 poderá chegar a cerca de R$ 135. Isso, entretanto, não significa que todas as revendedoras de Ubatã praticarão esse preço.
Cada estabelecimento poderá definir quanto do aumento será repassado ao consumidor de acordo com seus custos e sua política comercial. Diferença pode chegar a R$ 15 antes mesmo do reajuste. O levantamento realizado em Ubatã também mostra a importância da pesquisa de preços.
Considerando apenas os valores à vista encontrados nesta segunda-feira, a diferença entre o menor preço, R$ 110, e o maior, R$ 122, chega a R$ 12. Quando comparado ao valor de até R$ 125 encontrado em algumas modalidades de pagamento, a diferença chega a R$ 15.
Para uma família que compra um botijão mensalmente, pesquisar antes de fazer o pedido pode representar economia relevante ao longo do ano. O reajuste previsto para setembro interrompe uma sequência de dois meses de redução nos preços do gás na Bahia. Em julho, segundo as informações do Sindrevgás, houve redução de aproximadamente 6,8%, representando queda estimada de cerca de R$ 5 para o consumidor.
Em agosto, ocorreu nova redução, desta vez de 7,1%, com diminuição estimada entre R$ 3 e R$ 4 no preço final. Agora, setembro deverá começar na direção contrária.
Por que o gás deve ficar mais caro?
Segundo o Sindrevgás, um dos principais fatores para o reajuste é o dissídio coletivo dos trabalhadores do setor. O aumento dos custos com mão de obra acaba repercutindo nas despesas operacionais das empresas envolvidas na distribuição e revenda do gás.
Além dos salários, o preço final do botijão é influenciado por diferentes componentes, entre eles: transporte, logística, tributos, armazenamento, manutenção das estruturas, custos operacionais e serviços necessários para distribuição e comercialização. Por isso, o reajuste enfrentado pelas revendedoras pode acabar sendo transferido, integral ou parcialmente, para o consumidor.
Preço oscilou bastante durante 2026
O gás de cozinha passou por uma série de altas e reduções ao longo deste ano na Bahia. Confira o histórico informado para 2026:
🗓️ Janeiro
Aumento de 2,38%, com impacto estimado de aproximadamente R$ 5 para o consumidor.
🗓️ Fevereiro
Redução de 4,199%, equivalente a aproximadamente R$ 1,80.
🗓️ Março
Período de estabilidade.
🗓️ Abril
Aumento de 15,2%, com acréscimo estimado de aproximadamente R$ 8.
🗓️ Maio
Aumento de 4,3%. O reajuste estimado em R$ 3, segundo as informações apresentadas, não teria sido repassado ao consumidor.
🗓️ Junho
Aumento de 9,59%, com impacto estimado de aproximadamente R$ 8.
🗓️ Julho
Redução de 6,8%, com queda aproximada de R$ 5.
🗓️ Agosto
Redução de 7,1%, representando diminuição estimada entre R$ 3 e R$ 4.
🗓️ Setembro
Previsão de aumento que poderá chegar a R$ 10 no preço final do botijão, conforme o Sindrevgás.
O levantamento realizado pelo Interiorano mostra que, mesmo dentro de Ubatã, não existe um preço único para o gás de cozinha. A diferença depende da revendedora, da modalidade de pagamento e das condições comerciais de cada estabelecimento. Com a possibilidade de novo aumento a partir de setembro, pesquisar pode se tornar ainda mais importante.
O Interiorano continuará acompanhando os valores em Ubatã após a entrada em vigor do reajuste para verificar quanto o consumidor realmente passará a pagar. (Interiorano)