Homem oferece papa mel por R$ 15 em Ubatã; testemunhas dizem que seria um gato

Animal era apresentado como uma irara, mas testemunhas afirmam que se tratava de um gato doméstico

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Foto: Garcia Jr / Interiorano

Um caso inusitado chamou a atenção de comerciantes e moradores de Ubatã, no sul da Bahia, na manhã desta quinta-feira (16). Segundo informações apuradas pelo repórter Garcia Jr., um homem, morador do Alto da Bela Vista, percorreu estabelecimentos comerciais oferecendo um animal morto por R$ 15.

De acordo com testemunhas, o vendedor afirmava que o animal era uma irara (Eira barbara), mamífero silvestre também conhecido como papa-mel, pertencente à família dos mustelídeos. No entanto, pessoas que observaram o animal relataram que, na realidade, tratava-se de um gato doméstico, que estava com a cabeça, as patas e a pele removidas, o que dificultava sua identificação imediata.

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Ainda conforme relatos obtidos pela reportagem, quando percebeu que moradores pretendiam acionar a Polícia, o homem abandonou o animal em frente a um comércio localizado no centro da cidade e deixou o local antes da chegada das autoridades.

Caso seja confirmada a versão apresentada pelas testemunhas, a situação poderá ser enquadrada em diferentes dispositivos da legislação brasileira. Caso o animal fosse realmente uma irara, sua captura, morte, transporte ou comercialização sem autorização configuraria crime previsto no artigo 29 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) e também violaria a Lei de Proteção à Fauna (Lei nº 5.197/1967), que proíbe o comércio de animais silvestres e seus derivados sem autorização dos órgãos competentes.

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Por outro lado, se for confirmado que o animal era um gato doméstico, poderão ser apurados, entre outros aspectos, eventual prática de maus-tratos contra animais, prevista na Lei Sansão (Lei nº 14.064/2020), além de possíveis infrações relacionadas à comercialização de alimento impróprio para consumo e riscos à saúde pública, caso a carne estivesse sendo destinada à alimentação.

Especialistas alertam que a comercialização de carne sem inspeção sanitária representa risco de transmissão de doenças e pode motivar a atuação dos órgãos de vigilância sanitária e das autoridades policiais. (Interiorano)

FONTE: interiorano.com.br