Vacinação contra gripe começa em Ubatã com foco nos grupos de risco
Campanha começou neste sábado na UBS Luiz Eduardo Magalhães e é voltada, neste primeiro momento, aos grupos prioritários
Foto: Divulgação
A Secretaria de Saúde de Ubatã realizou neste sábado (28) o Dia D de vacinação contra a gripe. A mobilização aconteceu na Unidade Básica de Saúde Luiz Eduardo Magalhães e marcou o início da estratégia municipal para ampliar a cobertura vacinal antes do período de maior circulação do vírus influenza.
De acordo com o secretário de Saúde, Maikel Douglas, a campanha segue uma lógica preventiva.
“A lógica da vacinação não é reagir ao pico — é chegar antes dele. O vírus da gripe tende a se espalhar com mais intensidade nos meses seguintes, e o organismo precisa de tempo para desenvolver proteção após a aplicação”, afirmou.
Neste primeiro momento, a vacinação pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é direcionada aos grupos com maior risco de complicações. Estão incluídos idosos, crianças pequenas, gestantes, pessoas com doenças crônicas e profissionais de áreas essenciais, como saúde e educação. A priorização considera o maior risco de hospitalização e mortalidade nesses públicos, conforme orientações do Ministério da Saúde.
Embora frequentemente confundidas, gripe e resfriado são doenças diferentes. A influenza costuma provocar sintomas mais intensos, como febre alta, dores no corpo, cansaço acentuado e piora significativa do estado geral. Segundo especialistas da Sociedade Brasileira de Imunizações, é justamente esse comprometimento mais amplo do organismo que ajuda a diferenciar a gripe de infecções respiratórias mais leves.
Os principais sinais de alerta estão na evolução do quadro clínico. Falta de ar, febre persistente, cansaço intenso e agravamento respiratório indicam necessidade de avaliação médica. Em casos mais graves, a doença pode evoluir para pneumonia, seja causada pelo próprio vírus ou por infecções bacterianas associadas.
A vacinação anual é necessária por dois fatores principais: a capacidade de mutação do vírus influenza, que exige atualização constante das vacinas, e a redução gradual da proteção ao longo dos meses, especialmente entre idosos e pessoas com doenças crônicas. O objetivo da imunização não é impedir todos os casos, mas reduzir a gravidade da doença, evitando internações e mortes.
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Pessoas fora dos grupos prioritários podem buscar a vacina na rede privada. Em alguns casos, doses remanescentes da campanha pública são liberadas posteriormente, mas isso depende da disponibilidade.
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Quadros leves, como coriza ou mal-estar discreto, não impedem a vacinação. Já sintomas mais intensos, principalmente com febre, indicam que o ideal é aguardar a recuperação antes de receber a dose. Quem teve Covid-19 ou gripe recentemente também pode se vacinar, desde que esteja sem sintomas relevantes. (Interiorano)