A inclusão de Barra do Rocha nos estudos de modelagem da Barragem Santa Rita levou 27 representantes do município à Mina Santa Rita, em Itagibá, na última semana. Vereadores, secretários, lideranças comunitárias, Defesa Civil e moradores participaram da visita técnica para conhecer de perto como funciona o sistema de monitoramento da estrutura e quais protocolos estão previstos na legislação de segurança de barragens.
A visita ocorreu após a ampliação da capacidade da barragem ao longo dos últimos alteamentos. Com isso, os estudos que simulam cenários extremos passaram a considerar um novo raio de abrangência. Segundo a empresa, essa atualização não representa mudança no nível de segurança da estrutura, mas exige atualização cadastral e compartilhamento de informações com órgãos de proteção civil e comunidades envolvidas.
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Durante o encontro, os representantes puderam questionar diretamente a equipe técnica responsável pela operação. Entre os temas levantados estavam o tempo estimado para chegada de material ao município em um cenário extremo, os mecanismos de comunicação com a população e a composição do rejeito armazenado. A empresa informou que o material é classificado como não tóxico, composto basicamente por areia e rocha triturada, sem uso de substâncias químicas tóxicas no processo de beneficiamento.
O grupo também visitou o Centro de Monitoramento Geotécnico da mina e da barragem, onde sensores acompanham continuamente o comportamento da estrutura, medindo pressão interna, movimentações do solo, volume de chuvas, nível do reservatório e vazão. As informações são analisadas 24 horas por dia, sete dias por semana, por equipes técnicas especializadas.
Outro ponto apresentado foi o Plano de Ação de Emergência para Barragens de Mineração (PAEBM), com detalhamento dos níveis de emergência e dos protocolos previstos para cada situação. A empresa informou que o sistema de alerta inclui sirenes e que qualquer comunicação à população é realizada em articulação com a Defesa Civil municipal.
No mirante da barragem, a gerente Daise Damasceno e a engenheira Jully Souza explicaram como a estrutura foi construída, as rotinas diárias de inspeção e manutenção e o sistema de recirculação de água utilizado na operação, que permite o reaproveitamento de grande parte do volume empregado no processo industrial.
Segundo a empresa, a Barragem Santa Rita possui Declaração de Condição de Estabilidade válida e atende às exigências da Política Nacional de Segurança de Barragens.
A Mina Santa Rita é operada pela Atlantic Nickel, que atua na exploração, mineração e beneficiamento de níquel no sul da Bahia. A empresa integra a Appian Capital Brazil, fundo especializado em mineração e metalurgia.