Professores de Barra do Rocha param aulas por más condições na educação

Categoria denuncia falta de merenda, transporte precário e descumprimento do piso salarial por parte da gestão municipal. Prefeitura não se posicionou sobre o tema.

Por Garcia Junior - Interiorano
04/04/2025 08h13 - Atualizado há 19 horas
Professores de Barra do Rocha param aulas por más condições na educação
Foto: Garcia Jr / Interiorano

Os professores da rede municipal de Barra do Rocha paralisaram suas atividades nesta semana em protesto contra problemas estruturais na educação e o descumprimento do piso salarial da categoria.

O movimento durou dois dias e teve como principais reivindicações: falta de merenda escolar adequada, problemas no transporte dos alunos, descumprimento do piso salarial, ausência de jornada pedagógica no início do ano letivo e algumas escolas em situação precária.

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O piso nacional dos professores é reajustado anualmente em janeiro e deve ser pago obrigatoriamente aos professores da educação básica em início de carreira. No entanto, a APLB Sindicato denuncia que a gestão municipal não vem cumprindo a legislação. Além disso, a entidade acusa a administração de dificultar o diálogo e distorcer manifestações da categoria.

A reportagem procurou o secretário de educação, Marcos, que recebeu a equipe, mas se recusou a comentar o assunto. Ele apenas afirmou que a decisão cabe ao prefeito Dr. José Luiz. O gestor, no entanto, não foi encontrado na sede da prefeitura.

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Tentamos contato com o secretário de Finanças, Felipe, mas ele também não estava disponível. Já a secretária de administração informou que apenas a pasta de Finanças poderia se manifestar sobre o tema.

Diante da situação, a Comissão de Educação da Câmara de Vereadores afirmou que pretende buscar uma solução. O vereador Washington (MDB) disse estar sensível à demanda dos professores e garantiu que o projeto de lei para regularizar o pagamento será analisado e aprovado assim que chegar à Casa Legislativa. Ele também se comprometeu a dialogar com o prefeito para que as negociações com a APLB avancem o mais rápido possível.

Por ora, os professores seguem cobrando uma resposta da gestão e alertam que, caso as reivindicações não sejam atendidas, novas paralisações não estão descartadas. (Interiorano)


FONTE: @reportergarciajunior
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