Um vídeo chocante ganhou as redes sociais ao expor um caso de discriminação contra uma criança com autismo em uma loja da Riachuelo no shopping de Feira de Santana, na Bahia. A mãe indignada, ao ser atendida, relatou ter sido direcionada para outro caixa após apresentar a Carteira Nacional de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) de seu filho. Em um vídeo compartilhado amplamente, ela denunciou ouvir, após o atendimento, a frase depreciativa proferida por funcionárias da loja: "não me passem esses 'atendimentos bombas'".
A mãe do menino Matheus, que possui autismo, desabafou: "Exijo respeito com os autistas, com meu filho com deficiência. Ninguém está livre de ter um filho com deficiência. É uma luta de uma mãe com uma criança que veio ao shopping para comprar uma roupa. Eu não aceito."
A empresa Riachuelo, em resposta, manifestou-se por meio de suas redes sociais, anunciando a demissão da colaboradora envolvida e lamentando o ocorrido. A loja reforçou seus valores e disse estar implantando novos treinamentos para sua equipe, destacando que o respeito a todos é inegociável. Após a viralização do vídeo, a funcionária Jairta Lima, envolvida no caso, se defendeu, afirmando que o termo “bomba” referia-se a atendimentos com ‘cartões terceiros’ e não aos clientes.
O caso repercutiu fortemente nas redes sociais, colocando em destaque a necessidade de maior conscientização e capacitação para atendimentos inclusivos, especialmente em relação a pessoas com deficiência, como previsto em leis específicas. (Interiorano)