TRF1 mantém desligamento de estudante de medicina após 26 anos na UFPI
Com índice de rendimento de 3,63 e apenas 32,9% do curso concluído, aluno é jubilado; decisão reafirma autonomia universitária e priorização de recursos públicos.
Foto: Freepik
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A 12ª turma do TRF1 determinou o desligamento de um estudante de medicina da UFPI, que após 26 anos completou apenas 32,9% da carga horária do curso e obteve baixo desempenho acadêmico. O aluno alegou desproporcionalidade, mas a juíza Rosimayre Gonçalves destacou a legalidade da decisão e a autonomia das universidades para jubilar estudantes que não atendem aos critérios mínimos. (Interiorano)
► Novidade: faça parte do canal do Interiorano no WhatsApp (clicando aqui). Após 26 anos de "dedicação" à UFPI, ao curso de medicina, o estudante conseguiu concluir apenas 32,9% da carga horária do curso. Para quem não sabe, isso significa que ele passou mais tempo na universidade do que muitos alunos passam na escola, e ainda assim só completou 1.620 horas de um total de 9.105. Se isso é um talento especial para se manter na fila da reprovação. Ele ainda conseguiu um índice de rendimento acadêmico de 3,63 - um feito digno de um medalhista de participação. Ao ser desligado, o estudante argumentou que isso foi “desproporcional e desarrazoado”, como se o investimento em sua formação tivesse sido um daqueles pacotes de férias que você compra e não usa. A juíza federal convocada para relatar o processo, Rosimayre Gonçalves, não se deixou levar por lágrimas e afirmou que não havia ilegalidade no desligamento. Afinal, as universidades têm autonomia para decidir quem fica e quem sai. E, segundo ela, é "perfeitamente razoável que as instituições possam jubilar alunos que não seguem as regras".
Por Wesley Faustino: pesquisador, historiador, escritor, host do PodCastdoChefe, especialista em Gestão Publica e Gestão Ambiental e ex-vice-prefeito de Ubatã
FONTE: Por Wesley Faustino