Tinho abre comitê e mostra grupo mais unido que em 2022 para eleição em Ubatã

Inauguração reuniu aliados, lideranças e os deputados; diferentemente de 2022, prefeito chega à eleição com secretariado unido e novos apoios políticos.

Por

Foto: Garcia Jr / Interiorano

O prefeito de Ubatã, Tinho do Vale (PT), inaugurou neste sábado (29) o comitê eleitoral do seu grupo político e deu início à fase pública de mobilização da campanha de 2026 no município. O ato reuniu integrantes da administração municipal, lideranças políticas, militantes e apoiadores e contou com as presenças do deputado federal Jorge Solla (PT) e do deputado estadual Patrick Lopes (Avante), ambos candidatos à reeleição.

whatsapp-image-2026--182050.jpeg

A inauguração aconteceu depois de uma semana marcada por reuniões, publicações nas redes sociais e demonstrações de unidade entre integrantes do primeiro escalão da gestão. Na noite anterior, Tinho havia reunido o vice-prefeito Lidijones Miranda, secretários e apoiadores para os últimos ajustes da mobilização.

whatsapp-image-2026--182131.jpeg

O grupo político comandado pelo prefeito declarou apoio à seguinte composição eleitoral: Lula, para presidente, Jerônimo Rodrigues, para governador, Rui Costa e Jaques Wagner, para o Senado, Jorge Solla, para deputado federal e Patrick Lopes, para deputado estadual. Com a inauguração do comitê, essas escolhas deixam definitivamente a fase das declarações individuais e passam a orientar a mobilização política do grupo nas ruas.

        Ver essa foto no Instagram                      

Um post compartilhado por Tinho do Vale (@tinhodovale)

Um dos pontos mais importantes para compreender a eleição deste ano está justamente na comparação com 2022. Na disputa anterior, os candidatos apoiados pelo prefeito tiveram forte desempenho eleitoral em Ubatã, mas Tinho enfrentava uma particularidade dentro da própria administração: integrantes considerados estratégicos do governo fizeram escolhas políticas diferentes e chegaram a declarar publicamente apoio a candidatos ligados à ex-prefeita. Ou seja, apesar do resultado obtido nas urnas, a estrutura política governista não caminhava integralmente na mesma direção.

whatsapp-image-2026--183622.jpeg

Em 2026, a fotografia apresentada até agora é diferente. Secretariado aparece unido ao prefeito. Nas últimas semanas, os secretários municipais passaram a demonstrar publicamente adesão às escolhas de Tinho. Publicações conjuntas, fotografias com bandeiras, adesivos dos candidatos e compartilhamentos do material oficial da campanha mostraram um primeiro escalão mais alinhado politicamente ao prefeito.

whatsapp-image-2026--183700.jpeg

Secretários possuem contato diário com diferentes segmentos da população, circulam pelos bairros e comunidades e mantêm relações políticas próprias. Por isso, ter o primeiro escalão seguindo a mesma composição eleitoral significa ampliar a capacidade de mobilização do grupo. Outro elemento novo é o apoio do ex-prefeito Adailton Ramos Magalhães, o Dai da Caixa.

whatsapp-image-2026--181808.jpeg

A presença de um ex-prefeito no mesmo campo político amplia o conjunto de lideranças trabalhando pela chapa defendida por Tinho. Também estão alinhados ao grupo nomes que já exerceram mandato no Legislativo municipal, entre eles os ex-vereadores Fernando Fernandes, o FF, e Tarcísio Muniz.

whatsapp-image-2026--181911.jpeg

Além deles, outras lideranças com atuação comunitária e influência em diferentes segmentos do município passam a compor a estrutura eleitoral do grupo.

whatsapp-image-2026--181944.jpeg

A principal diferença, portanto, talvez não esteja simplesmente na quantidade de nomes ao redor do prefeito, mas na coesão interna apresentada pelo grupo. Em 2022, Tinho conseguiu levar seus candidatos a posições importantes na votação municipal mesmo convivendo com divisões dentro da própria estrutura de governo.

whatsapp-image-2026--183740.jpeg

Quatro anos depois, ele inicia a caminhada eleitoral apresentando dois vereadores Devinho Muniz (PT) e Paulo Silva (PSD) além de um secretariado politicamente alinhado, antigos e novos aliados e uma estrutura organizada em torno de uma única chapa. Isso naturalmente aumenta a expectativa sobre o desempenho eleitoral dos candidatos apoiados pelo prefeito. Por isso, a inauguração representa mais do que a abertura de um endereço físico de campanha.

Ela funciona como a primeira demonstração pública de organização do grupo governista. Jorge Solla e Patrick Lopes terão à disposição uma estrutura formada pelo prefeito, vice-prefeito, secretários, vereadores aliados, ex-prefeito, ex-vereadores e lideranças comunitárias. A campanha agora terá o desafio de levar essa estrutura das fotografias, reuniões e redes sociais para o contato direto com o eleitor.

whatsapp-image-2026--183829.jpeg

A movimentação de Tinho também mexe com todo o tabuleiro político de Ubatã. Isso porque a eleição de 2026 não será observada apenas pela quantidade de votos obtida por candidatos estaduais e federais. Os resultados serão interpretados localmente como uma espécie de medição de força das principais correntes políticas do município.

De um lado estará o grupo governista comandado pelo prefeito. Em outro campo estarão as lideranças de oposição. E ainda existe espaço para grupos e personagens políticos que procuram construir uma terceira via, sem alinhamento integral aos dois polos tradicionais da disputa municipal.

Formalmente, o eleitor irá às urnas escolher presidente, governador, senadores e deputados. Politicamente, entretanto, os números de Ubatã também servirão para medir capacidade de mobilização. Quem conseguirá entregar maior votação aos seus candidatos? Qual grupo demonstrará maior capilaridade nos bairros e comunidades? Quem conseguirá transformar liderança política em voto?

Essas perguntas não definem automaticamente uma futura eleição municipal, porque as disputas possuem dinâmicas completamente diferentes. Mas os resultados certamente entrarão nas análises e estratégias dos grupos locais. Tinho inicia essa disputa com uma vantagem que não apresentava da mesma forma em 2022: a unidade política do primeiro escalão ao redor das suas escolhas.

O tabuleiro de 2026 está montado em Ubatã. E, a partir de agora, governo, oposição e terceira via começarão a mostrar nas ruas — e depois nas urnas — o tamanho da força de cada um. (Interiorano)

FONTE: interiorano.com.br