“Até quando?”: cunhada de Pitbull cobra vereadores de Gongogi após operação da PF

Professora Patrícia Palafoz publicou vídeo com críticas à gestão municipal e questionamentos ao Legislativo após investigação da PF

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A professora Patrícia Palafoz, cunhada do presidente da Câmara Municipal de Gongogi, Levi Santos Spínola, conhecido como Pitbull, publicou nesta terça-feira (25) um vídeo com duras críticas ao prefeito Adriano Mendonça e cobranças direcionadas também ao Poder Legislativo municipal.

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A manifestação ocorre poucos dias depois de novos desdobramentos da Operação Severus, segunda fase da Operação Pacto Infame, investigação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União que apura suspeitas envolvendo contratos públicos no município.

Embora Patrícia não tenha citado diretamente o cunhado em todas as críticas, ela questionou de forma expressa a postura dos vereadores de Gongogi diante das suspeitas que envolvem a administração municipal.

“Você vê o Legislativo calado. Até quando?”, questionou em um dos momentos do vídeo.

No início da gravação, Patrícia fez uma crítica ampla às instituições públicas.

“O cúmulo da covardia é quando os três poderes, Legislativo, Judiciário e Executivo, se juntam. O que era para proteger, cuidar e dar dignidade ao cidadão junta-se para tirar isso do cidadão”, afirmou.

No material relatado à reportagem, Patrícia não apresentou elemento específico que demonstre participação do Poder Judiciário nos fatos investigados. A Operação Severus decorre justamente de uma investigação conduzida por órgãos de controle e persecução penal, com medidas submetidas à apreciação judicial. No vídeo, Patrícia também contrapôs a realidade financeira de trabalhadores do município ao padrão de vida que, segundo ela, seria observado entre agentes políticos.

“Eles tiram o direito do cidadão. Enquanto isso, a gente vê nas ruas eles andando nos carros, eles estão protegidos, correm para o braço do PT. Como é que aprovaram as contas desse homem e um professor ganhando um salário mínimo?”, questionou.

A professora questionou publicamente onde estariam os vereadores diante das investigações e criticou o que classificou como silêncio político. A cobrança ganha peso adicional pelo vínculo familiar de Patrícia com o atual presidente da Câmara, Pitbull.

Ao questionar a postura do Legislativo como um todo, a manifestação alcança politicamente também a condução da Casa presidida pelo próprio cunhado. Patrícia voltou a criticar o comportamento de agentes políticos e afirmou que críticas à administração acabam, segundo ela, sendo interpretadas como motivadas por inveja.

“Você vê o Legislativo calado. [...] Se você falar, está falando porque está com inveja”, declarou.

Além da repercussão jurídica da investigação, o vídeo evidencia que a Operação Severus começa a produzir também efeitos no ambiente político de Gongogi. Desta vez, a cobrança não parte apenas de adversários tradicionais da administração.

Ela vem de uma pessoa que possui vínculo familiar direto com o presidente do Poder Legislativo e que decidiu questionar publicamente tanto a gestão municipal quanto a postura dos vereadores. A Operação Severus investiga possíveis crimes de organização criminosa, fraude em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. As informações levantadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal integram uma investigação criminal.

O Interiorano mantém espaço aberto para manifestação do prefeito Adriano Mendonça, do presidente da Câmara Levi Santos Spínola, o Pitbull, e das demais pessoas e empresas citadas na investigação ou nas declarações de Patrícia Palafoz. (Interiorano)

FONTE: interiorano.com.br