Após liminar, PTN questiona legalidade de atletas da Seleção de Ubatã

Caso envolve supostas irregularidades documentais, decisão provisória da Justiça e possível escalada jurídica

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Após liminar, PTN questiona legalidade de atletas da Seleção de Ubatã
Foto: reprodução instagram

A disputa entre as seleções de Ubatã e Presidente Tancredo Neves (PTN) pela Copa Intervale 2026 ganhou novos contornos neste sábado (9). Em nota à imprensa, a comissão da equipe tancredense afirmou que não recebeu qualquer notificação oficial, nem por parte da organização da competição, acerca de eventual retomada da disputa após decisão judicial recente.

Segundo o posicionamento divulgado, teriam sido identificadas supostas irregularidades na inscrição de oito atletas da equipe ubatense. Entre os pontos levantados estão contratos de trabalho que, conforme alegado, não apresentariam comprovação válida de vínculo empregatício, além de documentos considerados juridicamente frágeis.

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Um trecho específico dos contratos anexados teria chamado atenção da comissão de PTN: a cláusula indicando que os documentos “não geram vínculo empregatício”. Para a equipe, isso demonstraria inconsistências na formalização exigida pelo regulamento da competição.

Ainda na nota, a seleção tancredense destacou que a classificação não teria sido obtida “no tapetão”, mas sim com base no cumprimento das exigências previstas no regulamento. A polêmica teve início após a vitória de Ubatã por 2 a 1 no jogo de ida do mata-mata. A equipe adversária ingressou com recurso administrativo junto a organização alegando irregularidades na escalação de atletas.

A organização da Copa Intervale acolheu o pedido, entendendo que os cinco jogadores de fora do município permitidos pelo regulamento já estariam inscritos e que outros oito atletas apresentariam possíveis inconsistências documentais. Foi então aplicado placar administrativo de 3 a 0 em favor de PTN no primeiro confronto.

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No jogo de volta, já sem os atletas suspensos, Ubatã acabou derrotada por 1 a 0. Posteriormente, a Justiça concedeu tutela de urgência favorável à equipe ubatense. A decisão tem caráter provisório, e o mérito da ação ainda será julgado.

A diretoria de Ubatã sustenta que não houve garantia plena do direito de defesa na esfera desportiva, razão pela qual optou por acionar o Judiciário. Em nota recente, o Departamento de Registros da competição destacou que a apresentação de informações falsas ou documentos inverídicos pode ensejar responsabilização civil e penal, com base no artigo 299 do Código Penal (falsidade ideológica), além de sanções desportivas cabíveis.

A organização também informou que os documentos podem ser disponibilizados mediante solicitação formal, respeitando princípios de transparência e as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018). Caso haja novo recurso, o processo poderá avançar para instâncias superiores e, eventualmente, envolver o Ministério Público.

Mesmo em meio à controvérsia, a Seleção de Presidente Tancredo Neves mantém o foco esportivo. A equipe segue em preparação para enfrentar Planaltino neste domingo, 10, às 15h, no Estádio Tancredão, pelas oitavas de final da competição. A expectativa é de forte presença da torcida local. (Interiorano)


FONTE: interiorano.com.br
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