53,5% dos trabalhadores de Ubatã vai ao trabalho a pé, aponta IBGE

Levantamento mostra que mais da metade da população trabalhadora do município se desloca caminhando; dados revelam perfil urbano e econômico da cidade

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53,5% dos trabalhadores de Ubatã vai ao trabalho a pé, aponta IBGE
Foto: Garcia Jr / Interiorano

Em Ubatã, no sul da Bahia, o caminho até o trabalho ainda acontece principalmente a pé. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), analisados nesta quinta-feira, 7, pelo site Interiorano, mostram que 53,5% da população trabalhadora do município utiliza a caminhada como principal forma de deslocamento diário.

Na prática, isso representa 1.797 pessoas que seguem para o trabalho sem utilizar transporte motorizado. O dado chama atenção porque revela muito mais do que mobilidade: ele ajuda a desenhar o perfil urbano, econômico e social da cidade.

O levantamento aponta ainda que a motocicleta aparece como o segundo meio de transporte mais utilizado pelos trabalhadores ubatenses. Cerca de 15,1% utilizam moto no deslocamento diário, o equivalente a 509 pessoas. Logo em seguida aparece o carro, também com aproximadamente 15% dos deslocamentos, somando outros 505 trabalhadores.

A bicicleta segue presente na rotina de parte da população, sendo utilizada por 223 pessoas, o que representa 6,6% dos entrevistados. Já o ônibus é utilizado por 195 trabalhadores, equivalente a 5,8%.

Esta foi a primeira vez que o Censo Demográfico investigou diretamente qual o principal meio de transporte utilizado pelos trabalhadores brasileiros para chegar ao emprego. Segundo orientação do IBGE, os entrevistados deveriam informar o modal em que passam mais tempo durante o trajeto, mesmo utilizando mais de um transporte no percurso.

⏱️ Tempo de deslocamento revela cidade de trajetos curtos

Outro dado que ajuda a entender a dinâmica urbana de Ubatã está no tempo gasto até o trabalho. Entre as pessoas que afirmaram ir caminhando, 40,12% disseram levar entre 16 e 30 minutos no trajeto.

O número indica uma forte concentração das atividades econômicas dentro do próprio perímetro urbano, além de uma rotina marcada por deslocamentos relativamente curtos. Os dados reforçam ainda outra característica importante do município: a maioria da população trabalha na própria cidade. Apenas 7,59% dos homens afirmaram exercer atividades em outro município. Entre as mulheres, o índice é ainda menor: 6,4%.

Na avaliação de especialistas em mobilidade urbana, cidades onde grande parte da população trabalha próximo de casa tendem a apresentar menor custo de deslocamento diário, maior circulação local de renda e dependência reduzida de transporte coletivo regional. Por outro lado, os números também podem refletir limitações econômicas e menor integração com mercados de trabalho de cidades vizinhas. (Interiorano)


FONTE: interiorano.com.br
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