Comerciante alerta sobre circulação de cédula falsa de R$ 100 em Ubatã
A cliente que utilizou a cédula afirmou não saber que o dinheiro era falsificado e assumiu o prejuízo.
Foto: Garcia Jr / Interiorano
Uma comerciante de Ubatã procurou, nesta terça-feira (7), a reportagem do site Interiorano para alertar sobre a circulação de uma nota falsa de R$ 100 no município. Segundo relato, uma cliente realizou uma compra utilizando a cédula e, posteriormente, ao conferir o valor recebido, a empresária percebeu inconsistências nas características da nota.
A cliente afirmou que também havia recebido o dinheiro de terceiros e não sabia que se tratava de uma cédula falsificada. Ao ser informada da irregularidade, a própria cliente assumiu o prejuízo e ressarciu o valor à comerciante.
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A circulação de moeda falsa é crime federal. De acordo com o Artigo 289 do Código Penal Brasileiro, falsificar moeda ou colocá-la em circulação sabendo que é falsa pode resultar em pena de 3 a 12 anos de reclusão, além de multa. Já quem recebe a nota sem saber da falsificação não comete crime, mas, se repassar o dinheiro após descobrir que é falso, pode responder criminalmente, com pena de 6 meses a 2 anos de reclusão. Crimes dessa natureza são investigados pela Polícia Federal.
🔎Como identificar uma nota falsa de R$ 100? Especialistas orientam que comerciantes observem:
- Marca-d’água visível contra a luz
- Número que muda de cor ao inclinar a nota
- Alto-relevo perceptível ao toque
- Fio de segurança interno
- Registro coincidente (imagem que se completa quando colocada contra a luz)
- Textura do papel, diferente do papel comum
Notas falsas geralmente apresentam:
- Impressão borrada
- Papel liso
- Ausência de relevo
- Desenhos desalinhados
O que fazer ao identificar uma nota falsa?
- Não devolver a cédula a quem apresentou
- Evitar confronto
- Acionar a polícia
- Entregar a nota a uma agência bancária para análise
- Registrar ocorrência
A comerciante procurou o repórter Garcia Jr. com o objetivo de alertar outros estabelecimentos da cidade para que redobrem a atenção, especialmente em pagamentos em espécie. O caso evidencia que pessoas de boa-fé também podem acabar sendo vítimas indiretas desse tipo de crime. (Interiorano)