O governo do Irã confirmou nesta terça-feira (7) um acordo com os Estados Unidos que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz por um período inicial de duas semanas. A passagem marítima é estratégica para o comércio global, especialmente para o transporte de petróleo.
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O anúncio foi feito após o presidente norte-americano Donald Trump declarar que adiaria ataques contra o Irã pelo mesmo período, desde que o país garantisse a abertura “completa, imediata e segura” da rota marítima.
Segundo o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, o entendimento foi alcançado com mediação do Paquistão. Ele afirmou que Teerã suspenderá ações defensivas, desde que os ataques contra o país também sejam interrompidos.
De acordo com Araghchi, a navegação pelo Estreito de Ormuz será permitida durante a trégua, mediante coordenação com as Forças Armadas do Irã e respeitando limitações técnicas. As negociações formais devem começar na sexta-feira (10), no Paquistão.
A mídia estatal iraniana classificou o acordo como um “recuo humilhante” por parte dos Estados Unidos, mas ressaltou que a trégua não representa o fim definitivo do conflito. O governo iraniano afirmou que continuará em estado de alerta e reagirá a qualquer novo ataque.
Antes do anúncio da suspensão, os Estados Unidos haviam realizado ataques contra a ilha de Kharg, responsável por concentrar cerca de 90% do petróleo produzido no Irã. Já Israel informou ter realizado ataques em território iraniano, atingindo pontes, aeroportos, ferrovias e uma instalação petroquímica.
O clima de tensão internacional aumentou nas últimas horas devido às ameaças de novos bombardeios, que poderiam afetar instalações nucleares, usinas de energia e estruturas estratégicas no Oriente Médio. Especialistas alertaram para possíveis impactos globais, incluindo alta no preço do petróleo e riscos humanitários.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, Trump afirmou que os Estados Unidos já teriam alcançado seus objetivos militares e que um acordo definitivo de paz estaria próximo. Segundo ele, a proposta de 10 pontos apresentada pelo Irã é considerada base viável para negociação.
A trégua temporária inclui também a participação de Israel, segundo autoridades da Casa Branca. O desdobramento das conversas nas próximas semanas será decisivo para definir se o cessar-fogo poderá evoluir para um acordo permanente. (Interiorano)