A agenda desta segunda-feira (23), em Feira de Santana, com a presença do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do governador em exercício Geraldo Júnior, consolida um movimento político que vem se desenhando no município nas últimas semanas.
A sucessão de compromissos institucionais envolvendo lideranças do campo governista reforça o progressivo distanciamento do prefeito Zé Ronaldo em relação ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto.
Embora ambos integrem o mesmo campo partidário, Zé Ronaldo ainda não fez manifestação pública de apoio a Neto no atual cenário político. Paralelamente, Feira de Santana tem recebido agendas frequentes com representantes do governo estadual e federal.
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Nos últimos meses, passaram pelo município o governador Jerônimo Rodrigues, o senador Jaques Wagner e, novamente agora, Rui Costa — nomes centrais do grupo político que comanda a Bahia e o Brasil.
A frequência dos encontros e o peso institucional das autoridades envolvidas são interpretados por analistas como indicativos de um reposicionamento estratégico de Zé Ronaldo.
O movimento projeta Feira de Santana como um território de diálogo direto com o governo estadual e com o Palácio do Planalto, reduzindo a centralidade de ACM Neto na articulação política local.
Ainda que não haja declaração formal de rompimento ou mudança de alinhamento, os gestos institucionais e a ausência de sinalizações públicas pró-Neto ampliam a percepção de distanciamento.
O contexto aponta para um cenário político mais fluido na segunda maior cidade da Bahia, tradicionalmente estratégica nas disputas estaduais. A consolidação ou não desse movimento dependerá dos próximos gestos públicos do prefeito e das articulações rumo às eleições de 2026. (Interiorano)