Moradores da zona rural de Ubaitaba denunciaram nesta segunda-feira, (2) ao repórter Garcia Jr. as condições precárias da estrada vicinal do Oricó, no sentido Piraúna, além de trechos que dão acesso à localidade de Cachoeira Bonita, no sul da Bahia.
Segundo relatos encaminhados ao Interiorano, os buracos ao longo da via têm dificultado o acesso ao perímetro urbano e tornado praticamente inviável o escoamento da produção agrícola — principal fonte de renda de muitas famílias da região.
Moradores afirmam temer situações de emergência, como a necessidade de transporte por ambulância, diante da baixa trafegabilidade da estrada. Em alguns pontos, veículos precisam reduzir drasticamente a velocidade ou buscar desvios improvisados.
De acordo com a comunidade, a gestão municipal já teria conhecimento do problema, mas até o momento nenhuma intervenção efetiva teria sido realizada. Na localidade de Cachoeira Bonita, moradores lembram que já houve manifestação no passado e que o poder público chegou a sinalizar melhorias — que, segundo eles, ainda não saíram do papel.
A situação ganhou novos contornos após a prefeita Gracinha publicar nas redes sociais participação em ato em defesa do preço justo do cacau. Durante o programa Primeira Página, da Rádio Povo de Ubatã, produtores rurais questionaram a coerência do discurso, afirmando que enfrentam dificuldades até para retirar a produção das propriedades justamente por causa das condições das estradas.
Em novembro do ano passado, a Prefeitura de Ubaitaba anunciou a assinatura de um convênio com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), no valor de R$ 487.104,70, destinado à execução de obras e serviços de engenharia em estradas vicinais do município.
À época, a gestão informou que os recursos seriam aplicados na recuperação da estrada que liga Oricó à Ruinha, reconhecendo oficialmente que vias em más condições prejudicam a mobilidade, aumentam custos logísticos e impactam diretamente o desenvolvimento econômico da zona rural.
O Interiorano procurou a assessoria de comunicação da Prefeitura de Ubaitaba para comentar o assunto, mas até o fechamento desta matéria não havia recebido posicionamento oficial.
Enquanto isso, quem vive da terra segue esperando — e se perguntando até quando precisará conviver com buracos, lama e promessas. (Interiorano)