Operação investiga esquema de corrupção na Prefeitura de Itagibá

Polícia Civil cumpriu mandados em quatro municípios, afastou servidores e bloqueou milhões em bens durante a Operação Carta Marcada.

Por Garcia Junior - @reportergarciajunior
27/01/2026 10h52 - Atualizado há 1 mês
Operação investiga esquema de corrupção na Prefeitura de Itagibá
Foto: divulgação PC

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), a Operação Carta Marcada, que investiga um esquema criminoso estruturado voltado à execução irregular de contratos públicos firmados entre a Prefeitura de Itagibá e empresas privadas de consultoria.

Segundo as apurações, há fortes indícios de direcionamento contratual e de contratações reiteradas por meio de inexigibilidade de licitação, prática que pode configurar violação à legislação vigente. Os contratos investigados teriam sido utilizados para desvio de recursos públicos e superfaturamento de serviços.

Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, distribuídos entre os municípios de Itagibá (7), Dário Meira (4), Ipiaú (3) e Jequié (1). As ordens judiciais também determinaram o afastamento de dois servidores públicos municipais, sendo um secretário e uma servidora da Controladoria do Município, além do bloqueio de aproximadamente R$ 2 milhões em bens e valores de cada investigado.

As investigações apontam para a atuação coordenada entre agentes públicos e representantes de duas empresas privadas de consultoria, que mantinham vínculos diretos com os contratos sob investigação. De acordo com a Polícia Civil, o grupo possuía divisão de tarefas, estabilidade organizacional e mecanismos voltados à ocultação e ao desvio de recursos públicos, oriundos de contratos considerados suspeitos.

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A operação mobilizou 60 policiais civis e foi conduzida pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO), por meio da Delegacia de Combate à Corrupção (DECCOR).

Durante o cumprimento dos mandados, os investigadores apreenderam aparelhos celulares, documentos, computadores e cerca de R$ 70 mil em espécie. Todo o material recolhido será submetido à perícia técnica e poderá subsidiar novas fases da investigação.

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As apurações seguem em andamento com o objetivo de identificar outros valores possivelmente desviados, bem como eventuais novos integrantes do grupo criminoso, visando a completa responsabilização penal e administrativa dos envolvidos. (Interiorano)


FONTE: Interiorano
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