Presidente do diaconato italiano é entrevistado na Rádio Povo de Ubatã

Referência internacional do diaconato permanente, italiano falou sobre missão, desafios e espiritualidade no Jornal Primeira Página.

Por Garcia Junior - @reportergarciajunior
19/01/2026 18h25 - Atualizado há 1 mês
Presidente do diaconato italiano é entrevistado na Rádio Povo de Ubatã
Foto: Garcia Jr / Interiorano

O diácono Enzo Petrolino, uma das maiores referências internacionais do diaconato permanente na Igreja Católica, foi entrevistado nesta segunda-feira (19) no Jornal Primeira Página, da Rádio Povo de Ubatã. Diácono da Igreja na Itália e atual presidente da Comunidade do Diaconato na Itália, Enzo falou sobre identidade, missão e desafios do ministério diaconal no contexto contemporâneo.

Durante a entrevista, Enzo destacou que o diaconato permanente, restaurado pelo Concílio Vaticano II, é essencialmente um ministério de serviço, configurado ao Cristo Servo, chamado a ser presença viva da Igreja no meio do povo, especialmente junto aos mais pobres e às chamadas periferias existenciais.

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Questionado sobre a identidade e missão do diácono, Petrolino afirmou que o diácono é chamado a ser ponte entre a liturgia, a caridade e o anúncio do Evangelho, não como um papel teórico, mas como uma prática concreta no cotidiano pastoral, unindo altar, rua e vida comunitária.

Na condição de presidente da Comunidade do Diaconato na Itália, ele destacou que os principais desafios do diaconato italiano estão ligados à formação permanente, ao reconhecimento da identidade própria do diácono e à necessidade de uma maior integração pastoral com padres, bispos e leigos. Ao mesmo tempo, ressaltou a esperança em um diaconato cada vez mais próximo das realidades humanas e sociais.

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Ao comparar o diaconato vivido na Europa e na América Latina, Enzo Petrolino observou pontos comuns, como o espírito de serviço e comunhão, mas também diferenças culturais. Segundo ele, a América Latina se destaca pela proximidade com o povo e pela sensibilidade social, enquanto a Europa enfrenta o desafio da secularização e do distanciamento religioso.

Outro ponto abordado foi a formação dos diáconos permanentes. Para Petrolino, não podem faltar três pilares: formação humana sólida, espiritualidade profunda e forte inserção pastoral.

“O diácono não pode ser apenas um técnico da Igreja, mas um homem de fé, de escuta e de compaixão”, reforçou.

Durante a entrevista, o diácono também falou sobre a tradução para o italiano do livro “O Sabor das Coisas que Ficam”, do diácono brasileiro Rodrigo Dias, obra que será lançada oficialmente na Itália em agosto de 2026, na cidade de Assis, durante o Encontro Nacional dos Diáconos da Itália. Segundo Enzo, o livro expressa de forma profunda a espiritualidade do diaconato e sua presença discreta, porém transformadora, na vida das pessoas.

Sobre o simbolismo de Assis, Petrolino destacou que a cidade de São Francisco representa a essência do serviço, da humildade e da fraternidade, valores profundamente ligados ao ministério diaconal.

Encerrando a entrevista, Enzo Petrolino falou sobre sua visita ao Brasil e à Diocese de Ilhéus, afirmando que o momento representa uma rica experiência de comunhão entre Igrejas irmãs, troca de vivências pastorais e fortalecimento do diaconato como sinal vivo do Cristo Servo no mundo atual. (Interiorano)


FONTE: Interiorano
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