O presidente da Câmara de Vereadores de Ubatã, Gabriel Nascif (PT), protocolou nesta quarta-feira (10), dois ofícios — um ao prefeito e outro à diretora-geral da APLB Sindicato — com o objetivo de garantir uma reunião entre os jurídicos das duas instituições para tratar da liberação dos 60% do valor principal dos precatórios do Fundef, já bloqueados na comarca de Ubatã.
A informação foi confirmada pelo próprio presidente durante entrevista concedida ao repórter Garcia Jr., da Rádio Povo FM. Segundo Gabriel, a Câmara decidiu assumir a mediação após receber “diversos apelos legítimos dos professores”, que aguardam há meses uma definição sobre o pagamento.
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A reunião solicitada tem como objetivo único a construção de um documento conjunto que será anexado ao processo judicial pedindo a liberação imediata dos valores.
“Nada mais justo que essas duas instituições sentem, deixem as vaidades de lado e caminhem no mesmo sentido: liberar o dinheiro que os professores têm direito”, afirmou o presidente.
Ainda segundo Gabriel Nascif, a reunião não tratará da disputa referente aos juros, já que essa parte do processo segue judicializada na comarca e depende exclusivamente de decisão do magistrado.
“Não tem mais o que discutir sobre juros. Isso já está nos autos. A reunião é somente para formular o documento que permita destravar o valor principal que está na conta”, explicou.
O presidente deixou claro que o encontro será estritamente técnico, restrito ao jurídico da Prefeitura e da APLB. Nem o prefeito nem a diretora do sindicato participarão, para evitar novos entraves sobre o tema.
“Não há necessidade da presença do prefeito ou da presidência da APLB. O que precisamos agora é de um documento jurídico para resolver o problema”, disse Nascif.
Gabriel Nascif reiterou que dará ampla publicidade a cada etapa do processo: “Vamos publicar nas redes sociais os ofícios enviados, as respostas e todas as movimentações. É um compromisso firmado com os professores na última sessão da Câmara”, reforçou.
Ele destacou que a Casa Legislativa continuará tentando mediar a situação “até que o dinheiro chegue ao bolso dos trabalhadores”. (Interiorano)